BLOG DO C. S. BARONI


 
 

E quando os filhos não vêm?

Desde a posse da terra prometida, e por um período aproximado de três séculos, os hebreus não eram governados por reis, presidentes ou primeiros-ministros; mas por líderes denominados Juízes.
Bem no final desse período, havia em Israel uma mulher chamada Ana, casada com um homem cujo nome era Elcana. Como naquele tempo a bigamia era permitida, Elcana possuía outra esposa, Penina.
Ana era estéril e a impossibilidade de ter filhos era um verdadeiro estigma para uma hebreia naquele tempo, e Penina aproveitava-se da situação para humilhar a pobre Ana que, durante anos, precisou conviver com sua deplorável condição.
Todos os anos, a família viajava para adorar a Deus em uma cidade chamada Siló, onde ficava a Casa do Senhor, e numa dessas ocasiões a pobre Ana derramou-se em prantos diante de Deus, mas o sacerdote não a compreendeu e a censurou asperamente. Ana justificou-se diante do sacerdote e este se desculpou e a abençoou.
Pouco tempo depois, Deus atendeu a oração de Ana e ela concebeu um filho chamado Samuel e, em gratidão, o entregou ao Senhor pouco depois de desmamá-lo, para servir no santuário, em Siló.
Mais tarde, Samuel veio a se tornar o ultimo juiz dos hebreus e ainda foi quem ungiu os dois primeiros reis do antigo estado de Israel.
Apesar do avanço da medicina nestes dias do século XXI, o drama da esterilidade se repete em muitos lares, tal como nos dias de Ana, para desespero de muitas mulheres que guardam no peito o sincero desejo de serem mães.
Primeiro, a jovem noiva chega, cheia de sonhos, perante o altar, ao lado daquele a quem escolheu para viver ao seu lado para o resto da vida e ser o futuro pai de seus filhos.
Em alguns casos, o casal planeja que os bebês venham logo; mas em outros, e o que tem se tornado quase padrão em famílias de classe média, é preciso solidificar a carreira da esposa, terminar os estudos ou até mesmo para o casal curtir um tempo a sós e amadurecer o suficiente para criar um filho.
Poucos, porém, são aqueles que excluem os filhos da vida a dois.
Quando a decisão é tomada, começa a espera pelo primeiro sinal de um novo ser humano que há de vir à terra, e um ambiente misturado por euforia e incerteza cerca o lar.
A euforia cede à decepção quando percebe que o seu ciclo, pela segunda vêz, não foi alterado, mas por que não aguardar mais alguns dias?
Quando, porém, os três primeiros meses se passam e nada acontece, o sinal amarelo se acende. Muitas vezes, porém, já antes de verificar o que se passa, os cônjuges se culpam um ao outro pela demora ou se perguntam por qual razão adiaram tanto para decidir por um evento tão importante para a família.
Com tantos tratamentos disponíveis para tratar uma possível infertilidade, porém, não há muito que temer e não deverá demorar até que um novo ser visite o ventre da já não tão jovem esposa.
Após diversos exames e uma longa peregrinação por clínicas de fertilização e diversas tentativas de fertilização, o bebê não veio. O que fazer, então?
Outra candidata a mãe recebe uma notícia ainda mais drástica. O diagnóstico não é de infertilidade, mas de esterilidade. A natureza a privou completamente da possibilidade de ter filhos. Como lidar com essa situação?
Em muitos casos, o marido se entristece, mas compreende a esposa e mantém-se ao seu lado. Em outros, porém, ele não se conforma e o casal se separa.
A situação é realmente desoladora para aquela que, durante a infância, embalava nos braços uma boneca e fingia alimenta-la e trocar-lhe a fralda. Durante a juventude, via as amigas com seus adoráveis pimpolhos e imaginava o momento de sentir esse prazer inefável.
A condição de mãe permeia o universo feminino desde a mais tenra idade, e a ausência de filhos, apesar de toda a modernidade e dos recursos para retardá-la indefinidamente, persiste como um estigma assustador.
A fé de muitas mães faz com que, tal como a israelita Ana há mais de 3.000 anos, orem avidamente e alcancem a graça de um milagre que as façam gerar um filho. Outras, com muita paciência, vencem a infertilidade e alcançam a maternidade após um longo tempo de tratamento e também de orações.
Mas nem todas as orações são respondidas com um filho, pois Deus, em Seu propósito misterioso e insondável, permite com que muitas de suas servas fiéis permaneçam sem filhos pelo resto de suas vidas. O que fazer então? Chorar e se lamentar?
Boa parte dos casais que vivem esta situação, optam por adotar um filho, que é um gesto de amor inefável que deveria ser imitado não apenas por quem não pode ter filhos naturais. Mas existem outras possibilidades que muitas mulheres, sejam estéreis, solteiras ou divorciadas, muitas vezes não cogitam.
Em uma época em que uma mulher não ter filhos era considerado indigno e vergonhoso, o Deus Todo-Poderoso, que olha com carinho para todo o que está abandonado e aflito, bradou dos altos céus uma declaração que ficou registrada de maneira gloriosa através dos escritos do profeta hebreu Isaías.
“Canta alegremente, ó estéril, que não deste à luz; exulta com alegre canto e exclama, tu que não tiveste dores de parto; porque mais são os filhos da mulher solitária do que os filhos da casada, diz o SENHOR.” Isaías 54.1
Quem pensa que o texto acima trata-se apenas de uma alegoria judaica referindo-se ao amor do Deus Jeová por Israel, pode ficar surpreso ao constatar que ele aplica-se hoje também na vida de mulheres que, embora nunca tenham gerado em seus ventre, podem ter muitos mais filhos que uma família poderia amparar.
Sim, há muitas crianças e adolescentes em hospitais, aguardando a visita de uma pessoa amiga e que possa trazer um carrinho ou uma boneca e muita ternura e carinho em meio a uma situação tão amarga.
O que não dizer de orfanatos, onde muitas criaturas desamparadas e frágeis gostariam de receber um beijo, um abraço, e ouvir de alguém que são amadas, de poderem passar o Natal, o Ano Novo e a páscoa em uma casa, em vez de um abrigo?
Por que não pensar nos filhos de 70, 80 e 90 anos, abandonados pela família em um asilo e aguardando alguém que lhes dê uma palavra de alegria, que lhes faça companhia, que mostre que eles ainda são importantes?
Se você é uma das que experimentaram a frustração de não poder ser mãe, saiba que existem muitas oportunidades para que você se realize como tal, e basta apenas procurar que ela irá se apresentar a você.
Neste dia das mães de 2014, que prestar minha homenagem minhas sinceras homenagens a todas as mães, e muito especialmente àquelas que não geraram filhos, mas que cuidam ou cuidaram de muitos outros filhos que a própria vida tratou de concedê-las!
Um abraço fraternal a todas as mães!
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Categoria: edificação
Escrito por C. S. BARONI às 20h02
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A MARCHA DA HISTÓRIA

 

Compartilho com a indignação de grande parte dos brasileiros com o resultado decepcionante do julgamento do mensalão. Uma coisa, porém, precisamos raciocinar: será que o resultado foi tão decepcionante assim e que não houve avanço algum?

Sim, foi decepcionante, sobretudo com a absolvição dos réus do núcleo político do crime de quadrilha, para o qual o governo empenhou-se em escolher a dedo os ministros que  iriam votar a favor dos embargos divergentes que iriam modificar o resultado do julgamento.

O que não deveríamos esquecer, contudo, é do fato de que há bem pouco tempo qualquer tentativa de julgar um político era praticamente nula e que, desta vez, pelo menos tivemos a condenação de vários políticos e também de empresários e banqueiros, o que seria impensável nesta República Sul Americana há pouco mais de 10 anos.

Para quem não se lembra, durante o governo do presidente FHC, o Procurador Geral da República, Geraldo Brindeiro, foi apelidado de “engavetador geral da República”, tal o empenho de impedir com que qualquer político do alto escalão viesse a sofrer um processo criminal.

Hoje reclamamos do fato  de um processo de cassação de deputado federal precisar passar pelo crivo da Câmara dos Deputados, sendo que há poucos anos o Supremos Tribunal Federal não podia sequer abrir um processo sem a anuência daquela casa, o que impediu que muitos políticos fossem devidamente processados.

Devemos ficar preocupados, entretanto, o resultado não foi tão decepcionante a ponto de perdemos a esperança, pois, pelo menos, deixou uma lição pelo menos para empresários inescrupulosos que acreditavam que aliar-se a políticos garante a impunidade certa. Marcos Valério que o diga.

No plano econômico, ficamos decepcionados com o crescimento do PIB de 2,3 %, e repetimos o coro de uma influente revista de economia inglesa exigindo a cabeça do ministro da economia,  não percebendo que no próspero reino da Rainha Elizabeth II, o crescimento do PIB não chegou a 2%.

Os Estados Unidos, por sua vez, comemoram como um grande resultado e como um sinal de recuperação da economia um crescimento meros 1,9%, o mesmo índice do Reino Unido.

Se o nosso crescimento foi inferior ao da maioria dos países emergentes, foi maior que o dos países da rica Europa Ocidental, do México, famoso pela parceria com a locomotiva Norte Americana.

Na média, os países da zona do Euro tiveram uma redução de suas economias de 0,4%.

Nos queixamos das políticas destrambelhadas do Governo na área econômica, mas o que se pode esperar de um país em que a capital  com a 2º maior  economia do país fica parado quase uma semana por causa do Carnaval por que a principal avenida do Centro da cidade fica interditada, e ainda para vários dias por causa de eventos como copa das confederações e visita do Papa?

Reclama-se da desonestidade dos políticos, quando muitos juristas já na faculdade são incentivados a dar calote em restaurantes, acreditam que não irão passar se não colarem e a acreditarem que seus processos terão prioridade ou melhores resultados se trabalharem em um escritório com um nome famoso.

E como reclamar da economia quando nos queixamos da segunda-feira, procuramos nos calendários o próximo feriado, torcemos para que o prefeito decrete ponto facultativo em dias de jogos da copa do mundo? Será que temos ideia de que se vivêssemos na tão badalada América não poderíamos desfrutar de tantos feriados e que qualquer dia parado seria um rombo no orçamento, uma vez que o trabalhador recebe por hora trabalhada, precisando poupar para desfrutar de férias, folgas e feriados que na maioria dos casos não são remunerados.

Podemos e precisamos avançar, mas reclamar apenas de nada adianta. Enquanto em outros países o povo ficou na rua até conseguir o que queria, aqui nos intimidamos pelo fato de alguns grupos extremos se infiltrarem em usarem de violência, e preferimos nos omitir a substituir políticos que sabemos que não terão qualquer compromisso com mudanças.

O pior de tudo é que pedimos mudanças mas nos apavoramos quando elas de alguma maneira interferem em nosso status quo, e no fundo preferimos que tudo fique conforme está.

O que me preocupa é o fato de que, desiludida com esse modelo que se diz democrático mas que ainda está muito longe de sê-lo, surge um clamor por governantes totalitários revestidos de justiceiros, e que a pretexto de restabelecer a ordem jogue todo ordenamento jurídico no esgoto e novamente o pais no autoritarismo, restringindo a liberdade e destruindo qualquer vestígio de justiça.

Se a história não pode avançar na velocidade que desejamos, que pelo menos ela não engate a marcha a ré.

 

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Categoria: OPINIÃO
Escrito por C. S. BARONI às 20h08
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Publicação by O Ungido: Ascensão e Queda.



Escrito por C. S. BARONI às 13h00
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“O povo também estava trazendo criancinhas para que Jesus tocasse nelas. Ao verem isto, os discípulos repreendiam os que as tinham trazido.

Mas Jesus chamou a si as crianças e disse: "Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino de Deus pertence aos que são semelhantes a elas.

Digo-lhes a verdade: Quem não receber o Reino de Deus como uma criança, nunca entrará nele".”


Lucas 18:15-17


AS CRIANÇAS E O REINO


A cena é bastante conhecida por todos os que frequentam o universo cristão, a saber, algumas crianças se aproximam do Senhor Jesus e alguns discípulos, bem intencionados ou não, tentam impedi-las de achegar-se ao Mestre.

Esta cena me faz meditar, em princípio, no quanto a nossa religiosidade nos impede de compreender os propósitos do Reino, pois, em diversas oportunidades, o Senhor teve que repreender seus discípulos por impedirem que pessoas ansiosas por pelo menos um toque ou um milagre se aproximassem de Jesus.

Mas Jesus não fez por menos e ordenou que as crianças viessem a Ele e ainda afirmou que se alguém não recebesse o Reino de Deus como uma criança, jamais poderia entrar nele.

Muito se especula sobre o que significa receber o Reino de Deus como uma criança, e diversas vezes sugere-se uma visão idealista de pureza no universo infantil que, à luz da Bíblia Sagrada, é teologicamente incorreta.

Jesus em momento algum afirmou que as crianças são puras ou inocentes, e a Bíblia não abona esse entendimento, pelo contrário, afirma exatamente o oposto, conforme podemos comprovar no Salmo 51.5 (NVI).

Sei que sou pecador desde que nasci, sim, desde que me concebeu minha mãe.”

Esta não é apenas a conclusão de um assassino desesperado que busca a qualquer custo impressionar a Deus para obter perdão, conforme o contexto em que o Salmo está inserido, mas é a realidade de todo o ser humano desde o dia em o primeiro homem rebelou-se contra o criador, e tão trágica realidade está registrada também no Novo Testamento.

“Portanto, ninguém será declarado justo diante dele baseando-se na obediência à lei, pois é mediante a lei que nos tornamos plenamente conscientes do pecado.

Mas agora se manifestou uma justiça que provém de Deus, independente da lei, da qual testemunham a Lei e os Profetas,

justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo para todos os que creem. Não há distinção, pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus.”

Romanos 3:20-23 NVI

O apóstolo deixa então bem claro que todos pecaram e, em outro lugar afirma que “Não há nenhum justo, nem um sequer (Romanos 3:10),” o que significa que nem sequer as crianças estão isentas de pedado.

E é fácil perceber isso desde a mais tenra idade, quando muitas das virtudes e dos vícios de um futuro adulto podem ser percebidas e devem ser estimulados ou tolhidos, pois alguns adultos que o hoje espancam suas esposas, primeiramente deram palmadinhas em suas mães e seus pais, mas eram tidos como engraçadinhos quando deveriam ser amavelmente repreendidos.

Na infância podem aflorar o companheirismo, o senso de equipe e de conquista em grupo, a solidariedade e até a generosidade, mas também podem ser semeados o egoísmo, o ciúme e o sentimento de competição sem escrúpulos.

Quantas vezes a cena se repete, na qual uma criança não para de chorar enquanto os pais não compram o doce ou o brinquedo que desejam, e quantas vezes uma menina não briga por causa de sua boneca que foi emprestada para a coleguinha ou a priminha mais nova, ou alguns meninos se espancam por causa da condição de capitão no time de futebol?

Então, Jesus não ensinou que as crianças são perfeitas e sem pecados.

Uma questão importante é se as crianças seriam isentas de responsabilidades, pois não teriam consciência ou discernimento suficiente para responderem por seus atos, e a idade em que essa responsabilidade seria imputada varia de acordo com a tradição, a cultura ou o sistema legal.

Para os judeus, os rapazes tornam-se filhos da lei a partir dos 13 anos de idade, ocasião pela qual passam por uma cerimônia de iniciação denominada “ Bar-Mitzvá”, na qual um dos pontos culminantes é a leitura da Torá, os rolos com os textos dos cincos primeiros livros da Bíblia, denominados de rolos ou livros da Lei.

Na Bíblia, porém, não encontrei uma idade pela qual se possa dizer que o indivíduo responda pelos seus atos, mas Ela é clara ao afirmar que o germe do pecado já está nele inserido desde a sua concepção.

No Brasil, a maioridade civil inicia-se, em regra, aos dezoito anos, podendo ser antecipada para os dezesseis, ocasião em que o próprio indivíduo responde por ele próprio pelos atos da vida civil, mas a responsabilidade penal só pode ser imputada a partir dos dezoito.

Nos Estados Unidos, há casos de crianças que responderem em tribunais criminais a partir dos quatro anos de idade e ainda na infância podem, inclusive, ser condenadas à pena capital.

Apesar de não serem plenamente inocentes, existem algumas qualidades que as crianças possuem e que os adultos perdem com o decorrer da vida, e que são imprescindíveis para o crescimento no Reino.

Uma delas é a coragem de aprender, não se importando com quantos erros se precise cometer ou tombos precisem ocorrer. Enquanto os adultos temem o erro e por isso deixam também de aprender e acertar, as crianças se lançam dentro de suas curiosidades e descobertas.

Outra característica peculiar da infância é a dependência, pois quando a criança possui um pai e uma mãe que cuidam delas, elas não precisam perguntar por que estão indo para um lado ou para o outro, simplesmente pegam as mãos de seus pais e seguem para onde eles forem.

E quantas marcas decorrem de uma criança que não pode depender de seus pais?

Em dias em que os cristãos preferem ouvir a voz do diabo provocando o homem a por em prova o seu Deus com a frase “se és Filho de Deus”, enquanto o Filho de Deus que diz, venham até Mim que Eu lhes darei alívio, e nos quais muitos se arvoram em determinar ao Todo-Poderoso o que Ele deve fazer, em vez de humildemente suplicarem que a vontade Dele seja feita, assim na terra como nos céus, as crianças têm muito que nos ensinar sobre a realidade do Reino. 

Além do mais, somente as crianças possuem a capacidade de perdoar e esquecer, tal como o próprio Deus possui, e o Senhor deixou bem claro que se não perdoarmos aos nossos devedores, não poderemos obter perdão.

E mais uma vez as crianças nos confrontam com um evangelho que se regozija em cantar que “Quem te viu passar na prova e não te ajudou, quando ver você na benção vai se arrepender, vai estar entre a plateia e você no palco, vai olhar e ver.”. Que evangelho é esse? Este não é de maneira nenhuma o sentimento de uma criança e nem a mentalidade do Reino.

Infelizmente, no mundo de hoje a infância é cada vez mais curta, a puberdade avança cada vez mais cedo e muitas meninas tem tido filhos com menos de 12 anos, enquanto a erotização infanto-juvenil só faz aumentar, com meninas de cinco anos imitando as danças sensuais de cantoras imundas e meninos imitando gestos eróticos de cantores em músicas repletas de erotismo e, por que não dizer, pornografia explícita.

O que não dizer das meninas pintando o cabelo, fazendo unhas e se maquiando tal como uma mulher adulta?

No mundo em que a ciência se multiplica e no qual a humanidade caminha de um lugar para outro insanamente, a infância se torna cada vez menor e a inocência cada vez mais rara.

Entretanto, ainda podemos aprender muito com o sorriso de uma criança, com as suas palavras simples e com o sua despretensão. Além do mais, precisamos ser como elas, compreender como conseguem perdoar e se reconciliar, como depender do Pai celestial e depositar nossa vida e nossos sentimentos em Suas mãos, sabendo pedir e ouvir o sim e o não, compreendendo que é para o nosso próprio bem, sem infinitas indagações sobre a razão do sim ou do não.

Neste mês de outubro, parabéns a todas as crianças, de zero mês a 120 anos, ou mais!


 

 

 

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Categoria: edificação
Escrito por C. S. BARONI às 12h30
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PERDÃO


O Perdão.

Bem aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto.

Bem aventurado o homem a quem o Senhor não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano. Salmo 32: 1 e 2.

 

O perdão divino constitui-se uma das maiores dádivas à disposição do pecador arrependido, que com ele recebe a condição de salvo e desfruta novamente da comunhão com o seu Criador.

O próprio SENHOR disse: Eu, Eu mesmo, sou o que apaga as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não Me lembro (Isaías 43:25). Como desprezar algo tão maravilhoso? Nossos pecados foram lançados para sempre no mar do esquecimento, quem pode nos amar tanto assim?

O que seria de nós, se o nosso Deus ficasse cobrando os nossos pecados cometidos na nossa mais vil ignorância? No entanto, temos segurança de que pela Sua graça temos alcançado misericórdia (Rom 11:32).

Existe condição para que se alcance o perdão? Sim, a Bíblia nos impõe pelo menos três condições básicas para alcançá-lo: confessar o pecado, abandoná-lo, e perdoar os que nos ofendem.

Em Provérbios 23:13 está escrito: O que encobre as suas transgressões, nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia. E em Mateus 6:15, lemos que: Se, porém, não perdoardes aos homens as vossas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.   

Nosso Deus nos concede o Seu perdão, mas é necessário que não abusemos. Tenhamos consciência de que, assim como fomos perdoados, devemos saber perdoar. Aquilo que recebemos, devemos estar dispostos a dar, e aquilo que desejamos para nós, também devemos desejar para o nosso próximo. Essa é a essência do autêntico cristianismo, é o amor não traduzido em palavra, mas em atitudes. Existe prova maior de amor do que o perdão sincero?

Jesus na cruz do Calvário provou que não amava apenas de palavras, mas em verdade,  quando rogou ao Pai que perdoasse aqueles que O levaram àquela rude e terrível cruz, e que maldosamente Dele escarneciam (Lucas 23:34), dando-nos o grande exemplo de alguém que não apenas ensina, mas vive aquilo que ensina.

Infelizmente, muitos não gozam dessa abundante provisão chamada de perdão, ou porque não querem perdoar, ou simplesmente porque se martirizam com os seus pecados passados. Se nosso Deus afirma que não se lembra dos nossos pecados, porque trazer à mente as lembranças de algo que já passou? A Bíblia é clara, e diz que “Se alguém está em Cristo, nova criatura é, as coisas velhas já passaram: eis que tudo se fez novo” (II Coríntios 5:17).

Nosso amado Deus não poupou o Seu Único Filho, e nos concedeu perdão. Não vamos desprezar tão preciosa dádiva, mas sim tomarmos posse de tão abençoada provisão. Que Deus tão maravilho é esse que mesmo vendo a nossa condição inferior, nos proporciona tão maravilhoso perdão, tão preciosa graça? Infelizmente, ainda há aqueles que dão as costas para Ele!

Sejamos sempre gratos a Deus, gozando a paz de um coração limpo, purificado e santificado, que alcançou a benevolência do Deus Todo Poderoso, que nos concede tão abundantes bênçãos, entre elas, o perdão.

 



Categoria: edificação
Escrito por C. S. BARONI às 08h42
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Mônica

Se dizem que “por trás de um grande homem há sempre uma grande mulher”, no caso do famoso pensador Agostinho de Hipona, mas conhecido como Santo Agostinho, o que se verifica é que “antes de um grande homem existe uma grande mulher”, e essa mulher chamava-se Mônica, uma gigante da fé e uma das personagens maternas mais conhecidas da história do cristianismo.

Mônica, mais conhecida como Santa Mônica, teria nascido, segundo a tradição em 331 D.C.. A maior parte do que se sabe sobre sua vida provém dos escritos de seu ilustre filho, Agostinho.

A ilustre mãe de Agostinho serviu, em sua infância, como humilde escrava que cuidava dos filhos dos seus senhores, sendo que a sua senhora a educou nos ensinos religiosos e, com isso, ela aprendeu a ter uma vida de oração, temperança e devoção.

Aos dezoito anos, casou-se com Patrício, um homem de razoável posição social, porém pagão e infiel, o que lhe causava extrema tristeza. Monica, todavia, não criava discórdia a seu marido, a quem se referia como senhor, como descreve o próprio Agostinho.

“Educada assim na modéstia e na temperança, (...) logo que chegou à idade núbil, foi dada em matrimônio a um homem, a que serviu como a senhor. Procurou conquistá-lo para ti, falando-lhe de ti com suas virtudes, com as quais tu a tornavas bela e reverentemente amável e admirável ante seus olhos. Suportou suas infidelidades conjugais com tanta paciência, que jamais teve com ele a menor briga por isso, pois esperava que tua misericórdia viria sobre ele, e que lhe trouxesse, com a fé, a castidade.” (Confissões)

Mônica precisou conviver com um marido, segundo Agostinho, por vezes afetuoso e, por outras, extremamente colérico. O casal teve três filhos: Agostinho, Navígio e Perpétua.

Como se não bastasse as agruras de conviver com um marido tão ímpio, a juventude de Agostinho veio trazer para Mônica extremos dissabores, pois o primogênito embrenhou-se em uma vida de diversões mundanas e de extrema sensualidade, não atentando para os conselhos de sua piedosa mãe, como ele próprio narra.

“Lembro-me bem que um dia (Mônica) me admoestou em segredo, com grande solicitude, que me abstivesse da luxúria e, sobretudo, que não cometesse adultério com a mulher de ninguém. Porém, esses conselhos pareciam-me próprio de mulheres, e eu me envergonharia de segui-los.” (Confissões)

O sofrimento de Mônica parecia interminável pois, além da vida de desregrada, os estudos de retórica custeados com não pouco sacrifício por seu pai,  levaram Agostinho cada vez mais para longe dos evangelhos e a acatar ensinos heréticos, tais como os do profeta persa Manu.

Mônica, porém, jamais se deu por vencida e não se cansava de derramar suas súplicas em favor de seu filho. Em sua amargura ela tirava forças para buscar a Deus em oração e clamar ao Bom Pastor para que trouxesse de volta o seu querido filho ao aprisco.

A história de Mônica demonstra que para Deus não existe caso perdido, apenas ovelhas desgarradas, que precisam ser buscadas e encontradas para que suas graves feridas sejam pensadas.

As lágrimas de Mônica encontraram guarida diante do Criador e ela chegou a contemplar o batismo de seu filho. Pouco tempo depois, faleceria, tendo contudo deixado no coração de Agostinho a semente de uma fé exemplar que cresceu e deu frutos em uma vida que deixou para a posteridade uma série de obras literárias, que tornaram o filho de Mônica um pensador respeitado em todo o mundo, venerado como santo pelos católicos e admirado como teólogo pelos protestantes.

À igreja católica, Agostinho legou diversos mosteiros que abrigam monges e mantém escolas em todo o mundo, enquanto para os protestantes seu pensamento despertou a indignação em um monge agostiniano chamado Martinho Lutero, que levantou a doutrina da graça soberana de Agostinho como uma das bandeiras para a reforma religiosa que promoveu.

A todas as mães brasileiras, que o exemplo de perseverança de Mônica sirva para demonstrar a verdade da frase de Agostinho: “Nada está perdido enquanto estivermos em busca.”

Feliz dia das mães!

PS. Se Deus assim permitir, escreverei sobre o filho de Mônica em uma outra postagem.

Leia outra postagem sobre o dia das mães.

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Categoria: OPINIÃO
Escrito por C. S. BARONI às 18h22
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A LENHA DO INFERNO

 

 

Estas seis coisas aborrece o SENHOR, e a sétima a sua alma abomina: Olhos altivos, e língua mentirosa, e mãos que derramam sangue inocente, e coração que maquina pensamentos viciosos, e pés que se apressam a correr para o mal, e testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos.

Provérbios 6: 16 a 19.

Imagine se você fosse entrevistado, e o repórter perguntasse a você sobre que tipo de pessoa Deus mais abomina. Talvez você respondesse um sequestrador, um assassino, um estuprador, um homossexual, ou outras tantas coisas. Mas o que o próprio Deus responderia?

No livro de Provérbios, (quanta sabedoria em tão poucas palavras!) temos algumas das coisas que Deus abomina, como o perverso (3: 31), a balança enganosa (11:1), dois pesos e duas medidas (20:10), os perversos de coração (11:20) e o altivo de coração (16:5). Todas essas coisas o Senhor abomina. No entanto, há uma coisa que “a sua alma abomina” (grifo nosso), que é o que “semeia contendas entre irmãos”. Mas por que isso?

A resposta é simples. Quantas vezes nos aborrecemos quando vemos alguém fazer algo que contraria os nossos princípios ou que se choquem com os nossos ideais? Imagine agora o que o nosso Deus pensa quando vê os Seus filhos semearem contendas uns com os outros, destruindo-se a si mesmos em uma luta cujo único vencedor é o diabo.

Por que será que permitimos que as sementes da discórdia frutifiquem, cresçam e se espalhem por tantos lugares? Não devemos esquecer que aquele que aborrece ao seu irmão é considerado para Deus um assassino (I Jo 3:15).

Na Grécia Clássica, os artistas de teatro usavam roupas pesadas e mascaras em suas atuações. Eram chamados de hypokritès (aquele que finge), termo que o Senhor usou para descrever os religiosos fariseus. Será que existe algo de verdade quando cantamos “como é precioso irmão estar bem junto a Ti”? Infelizmente, muitas vezes, ao invés de prestarem culto, muitos estão como que na arena de um teatro da antiga Grécia, onde os artistas escondem-se da realidade através de máscaras de santidade e de falsa humildade. Um teatro estranho, onde a plateia se divide: Todos assistem ao mesmo triste espetáculo, mas, para uns, no palco está se desenrolando uma tragédia, onde tudo, por mais lindo que pareça, não passa de uma farsa. Outros, pelo contrário, riem e zombam do que acontece, tudo não passa de uma divertida comédia.

Da mesma maneira que os fariseus hipócritas dos tempos de Jesus, que percorriam o mar e a terra para fazer um prosélito, e depois o faziam filho do inferno duas vezes mais que eles (Mat 23:15), de nada adianta lutar para fazer um novo convertido, e depois expulsá-lo com nosso ciúme, nosso egoísmo, com nosso testemunho decepcionante. Será que já não trocamos o capacete da salvação e toda a armadura de Deus por uma máscara e uma roupa de artista? Trocamos o altar por uma arena?

Conforme exclamou o profeta: Ai dos filhos rebeldes, diz o SENHOR, que tomaram conselho, mas não de mim! E que se cobriram com uma cobertura, mas não do meu Espírito, para acrescentarem pecado a pecado! Isaías 30:1. Até quando vamos nos cobrir de uma falsa fraternidade, de um amor interesseiro e egoísta, que não tolera e nem suporta a fraqueza do seu irmão, que não trabalha para ajuntar, mas que não descansa enquanto não destrói o seu companheiro?

Que bom seria se o povo de Deus deixasse de lado tanta estultícia, unindo-se novamente uns aos outros, retomando a sua identidade de discípulos, que é a de nos amarmos uns aos outros (João 13:25)! Aquele que aborrece a seu irmão está em trevas (I João 2:11).

É hora de reconciliação, de expulsar toda a treva e permitir à luz de Cristo que brilhe em nós. Se falharmos, devemos ser humildes e reconhecer nosso erro. Se achamos que nosso irmão é que está errado, devemos assim mesmo ouvi-lo. Nosso Deus, quando pecamos, pede para que venhamos a Ele e apresentemos as nossas razões (Isaías 43:26), porque quer nos perdoar. Além disso, Ele se esquece dos nossos pecados (Isaías 43:25). Precisamos ser francos. Só Deus pode nos dar força para perdoarmos nossos desafetos, mas tudo é possível para Deus, quando temos um coração aberto e sincero. Comece, por mais difícil que pareça, orando por aquele que te faz mal, e espere o resultado. Com certeza você não ficará decepcionado.

Deus nos tem chamado para semearmos a boa semente, Ele não está com as Suas mãos encolhidas para nos abençoar, mas não devemos deixar que o pecado nos separe das Suas bênçãos. Precisamos destruir as fortalezas que Satanás levantou através da discórdia. Diz a Bíblia que “o irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como os ferrolhos de um palácio (Provérbios 18: 19).

Não seja uma abominação aos olhos de Deus. Reconcilie-se, perdoe e esqueça. Veja depois as bênçãos que irão fruir, na sua vida, na sua família e na sua igreja.


 

 



Categoria: edificação
Escrito por C. S. BARONI às 12h22
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LUA

Acabo de receber a triste notícia da morte do primeiro homem a pisar na lua, o astronauta norte-americano, Neil Armistrong, que surpreendeu a todos caminhando pelo solo do astro que (aos nossos olhos) ilumina as noite, inspira o coração dos poetas e faz suspirar corações apaixonados por toda a superfície da terra. 

À parte de toda a questão política que envolveu a corrida espacial durante os anos sessenta do século passado, o feito atiçou a imaginação do garoto de três que eu era quando a façanha foi realizada. Eu decidira que "iria ser astronauta quando crescer" e olhava para o céu esperando um foguete passar.

O tempo passou, cresci, não me tornei astronauta e já mudei minha opinião diversas vezes sobre a profissão da minha vida, mas o certo é que estou deveras distanciado do meu sonho de menino. E olha que a NASA já mandou até um brasileiro para o espaço!

Contudo, pelo menos até o dia 11 de setembro de 2001, esse tinha sido o fato mais impressionante a que eu tinha assistido. Hoje, entretanto, indago sobre a real necessidade de ir tão longe enquanto ainda existem tantas pessoas morrendo de fome e sofrendo bem tão perto de nós. Mas a busca do homem por desbravar fronteiras e conquistar novos territórios não poderia deixar de conduzi-lo ao espaço e, ao que parece, em breve a humanidade estará pisando o planeta vermelho.

Infelizmente, as luzes artificiais das grandes cidades nos privaram da beleza proporcionada por todos os grandes luminares com que o Criador povou os céus que nos circundam. Se para o patriarca Abraão era impossível contar as estrelas no céu, hoje se formos contá-las não encontraremos mais do que algumas dezenas, mas a lua continua reinando nas noites das grandes cidades, não obstante o seu brilho seja emprestado de outro astro.

Acompanho muitas vezes o empenho dos cientistas em encontrar formas de vida em outros planetas, e fico deslumbrado por perceber que, apesar de todos os potentes telescópios e tantos outros equipamentos de rastreamento, não se encontra em toda a vastidão do universo um lugar tão cheio de vida e beleza quanto o nosso planeta.

Se, por um lado, a chegada a lua derrubou muitas especulações e mostrou apenas um lugar inóspito e sem vida, não foi capaz de afastar a nossa admiração por esse belo astro, nem de ofuscar a beleza das canções que exaltam a majestade da celeste esfera prateada.

De tudo o que as viagens do homem à lua nos proporcionou, a principal foi a de que não há lugar mais perfeito para contemplá-la do que no Planeta Terra.



 

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Categoria: cotidiano
Escrito por C. S. BARONI às 16h43
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É OURO

Depois da nova (mas esperada) decepção com a seleção brasileira de futebol, o voleibol olímpico do Brasil deu uma lição de superação que merece ficar registrada, pois há poucos dias parecia que essa equipe sequer se classificaria para as quartas de finais.

Este ano, mesmo sem consciência desse fato, um período de férias de 10 dias foram marcados para final de julho e início de agosto, coincidindo a maior parte dele com os jogos olímpicos, o que me proporcionou a oportunidade de assistir a maioria das partidas do volei feminino.

A propósito, minha ligação com esse esporte remonta à década de 1980, quando o Brasil começou a despontar no cenário mundial e se fazer conhecido pelo público brasileiro. De repente, o país do futebol desperta para o esporte dos saques e das manchetes, sem deixar de lado os dribles, as bicicletas e os toque de calcanhar que encantaram o mundo até então com o tricampeonato mundial de futebol.

A seleção comandada por Bebeto de Freitas e que contava com estrelas como Bernard, Xandó, Willian, Montanaro e Bernadinho conquistou o pais das chuteiras ao conquistar o terceiro lugar no campeonato mundial de 1981, o campeonato sul-americano de 1983 e a medalha olímpica de prata em Los Angeles, em 1984. Enquanto para o futebol a década de 1980 foi uma década perdida, para o voleibol foi o começo de uma história de vitórias.

A seleção feminina despontava com jogadoras como Jaqueline, Isabel e Vera Mossa, mas as primeiras conquistas só viriam na década seguinte, quando Bernardinho assumiu o comando da equipe formada por Ana Moser, Fernanda Venturini, Ana Paula, Márcia Fú, Fofão, Virna, Hilma e Leila começaram a incomodar a poderosissima seleção de Cuba, mas a primeira medalha de ouro olímpica só chegaria em 1999, com uma nova geração formada por, entre outras, Érica, Elisângela, Fofão, Walesca e Carol.

E foi a geração de 1980 que me fez apreciar este esporte tão maravilhoso.

Naquela época, todos queríamos imitar o saque do Bernard, o seu famoso "jornada nas estrelas", e as quadras ficavam lotadas de ávidos jogadores de voleibol amador. Todos queriam aprender o esporte da moda.

Até o quintal da minha casa virou uma mini quadra de voleibol, onde quase todos os dias tinha uma partida. Saudade!

E o Brasil tornou-se uma potência do voleibol, tanto no masculino como no feminino, tendo conquistado praticamente todos os torneios possíveis.

Mas o bicampeonato olímpico foi realmente inesperado. Nossa seleção começou deixando muito a desejar e parecendo que não passaria da primeira fase.

Nas quartas de finais, todavia, a seleção enfrenta a Rússia e, numa partida primorosa, vence de 3 a 2 depois de a adversária ter perdido diversas oportunidades de encerrar a partida, uma partida inesquecível e de tirar o fôlego.

Nas semi-finais, o Brasil não teve dificuldade para vencer o Japão.

Na final, o Brasil leva uma surra no primeiro set, o que parecia antever uma vitória sem dificuldades dos Estados Unidos.

Mas, a partir do segundo set, a equipe brasileira retorna de uma maneira impressionante, não deixando praticamente que o "team" americano consiga jogar, e consegue uma vitória inesplicavelmente tranquila contra a franca favorita, repetindo o feito de 2008.

A comemoração foi incrivelmente linda, e qual não foi a felicidade daquelas jogadoras ao receberem as medalhas, e o ímpeto com que entoaram o hino nacional.

Uma tarde memorável, para ficar guardada pelo resto da vida, essa de 11 de agosto de 2012.

As meninas do voleibol nos deixaram uma preciosa lição: mesmo o cenário mais sombrio e a perspectiva mais adversa pode ser transformada quando se trabalha com empenho e dedicação.

Parabéns, Zé Roberto, parabéns, Sheilla, Fabiana, Fabi, Paula Pequeno, Thaisa,  Jaqueline, Dani Lins, Fernanda Garay, Fernandinha, Natália, Tandara, Adenízia!

Como disse a Fabi, "Nem Woody Allen faria um final desses".





Escrito por C. S. BARONI às 17h59
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***
 
ORAÇÃO

 

Orai sem cessar (I Ts 5.17)

A oração é sem dúvida a atividade que mais encontra oposição, pois nada incomoda tanto o inferno quanto um cristão de joelhos diante do seu Criador, com o seu espírito em sintonia completa com o Espírito de Deus. Uma oração sincera e em devoção absoluta é o que Satanás mais odeia.

E não é difícil entender porque um crente que ora perturba tanto as forças do mal.

Quando oramos e a nossa oração está em sintonia com o Espírito Santo, é como se voltassemos para o Jardim do Édem antes do pecado, pois é quando o Jeová Deus está presente como um Pai que se senta com o seu filho para conversar. E se Satanás não descansou enquanto não viu o primeiro casal ser expulso do paraíso, ele também não descansa enquanto não encontra uma maneira de romper essa comunhão do homem com Deus.

Um belo hino traduz o sentimento que sente o cristão que encontra na oração o seu lugar de refúgio:

Bendita a hora de oração, pois traz-nos paz ao coração.
E sobrepuja toda a dor, trazendo auxílio do Senhor.
Em tempos de perturbação, na dor maior, na tentação.
Procurarei com mais fervor a comunhão com o Senhor.

Sem dúvida, no jardim da oração encontramos auxílio nas maiores agruras, alívio para a maior das dores e conforto para a mais forte decepção.

Apesar disso, a oração tem se tornado um artigo de luxo na vida do crente moderno que, quando ora, na maioria das vezes não consegue permanecer mais do que cinco minutos em oração.

"O que paz, perdemos sempre! Oh, que dor no coração! Só porque nós não levamos, tudo a Cristo em oração."

Vivemos dias difíceis e precisamos mais do que em qualquer outra hora da presença de Deus, mas não percebemos o quanto somos enlaçados com distrações de todo o tipo para não desfrutarmos de nossos momentos a sós com Deus, e inventamos toda a sorte de desculpas para o nosso desleixo.

Quando deixamos de orar, simplesmente dizemos a Deus que não precisamos Dele, que podemos resolver nossos problemas sozinhos, que somos fortes o bastante para não pecar, que nosso intelecto é suficiente para compreender a Palavra de Deus, que somos competentes para trabalhar e ganhar o pão de cada dia com o suor do nosso rosto.

Ainda que isso tudo fosse verdade, e que o descrente prospere em seus caminhos sem nunca ter se importado com o Deus de misericórdia que não lhe nega o ar, o sol e o sustento, nada disso supera a dádiva da oração.

Mas porque, mesmo quando estamos conscientes de que precisamos orar e quando desejamos melhorar a nossa comunhão com Deus, ainda assim não oramos?

Como dissemos antes, a oração é a atividade que mais incomoda o inferno e, por isso, Satanás joga a sua munição mais pesada para nos impedir de orar.

Infelizmente, ele não tem encontrado muita oposição de nossa parte, pois temos cedido com extrema facilidade em nossos propósitos de oração.

O saudoso pastor David Wilkerson, em um de seus sermões, disse que todos os dias precisava separar pelo menos uma hora para orar e avisava a sua esposa que não atenderia o telefone ainda que o presidente dos Estados Unidos tivesse o assunto mais importante do universo para falar com ele. David Wilkerson tinha em conta o verdadeiro valor da oração.

É impressionante o que acontece quando pensamos em dobrar os joelhos e separar uma parte do nosso dia para falar com Deus. No mínimo, o telefone irá tocar. Mas outras coisas acontecem. O bebê começa a chorar, a campainha toca por engano, um vizinho liga o aparelho de som no volume, enfirm, tudo acontece para nos impedir de orar.

Mas não é só isso. Quem nunca sentiu um peso no corpo ao iniciar uma oração? Quem nunca teve a sensação de que a oração não passa do teto e não se viu lidando com uma série de dúvidas e num emaranhado de frustrações e anseios que impedem a comunhão com Deus e atrapalham a nossa concentração? Enfim, não é apenas a oposição das forças do mal e dos homens que nos impedem de orar. Muitas vezes, é contra nós mesmos que precisamos orar para encontrar um bom lugar de oração.

Porém, podemos e devemos perseverar em oração, tapando as brechas que permitem a atuação dos demônios, entregando a Cristo o nosso fardo pesado e trazendo cativo o nosso pensamento à obediência de Cristo, colocando nas mãos de Deus todos os nossos anseios, medos, frustrações e pesares.

Quando perseveramos e depositamos tudo perante o Senhor, então podemos perceber o quanto deixamos de desfrutar ao deixar a oração em segundo plano e conseguiremos entender que verdadeiramente o nosso Senhor é um Deus de relacionamento, o Deus que não relega a terceiros a adoração e o Deus que nos criou e que deseja fazer parte de nossa vida.

O mundo precisa de homens e mulheres de oração. Portanto, oremos, sem cessar!

 

 

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Categoria: edificação
Escrito por C. S. BARONI às 12h53
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MENSALÃO

 

Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela. Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus e vingador para castigar o que faz mal. Rm 13. 3 e 4


Depois do alvoroço causado pela denúncia de uma suposta pressão de um ex-presidente a um ministro do Supremo Tribunal Federal para que o famoso caso denominado de “escândalo do mensalão” não fosse julgado ainda este ano, a Corte Magna agendou, para o mês de agosto, as audiências para aquele que poderá ser o mais importante julgamento da história do Brasil.

Em um julgamento como este, em que tantos interesses estão em jogo e a própria credibilidade dos ministros e de todo o Poder Judiciário estão em cheque, uma pergunta vem a tona: É possível manter a imparcialidade tão cara ao ofício de juiz?

Vivemos em um país, a princípio, democrático, e em um regime republicano, no qual cada cidadão tem o direito de exprimir suas ideias e de não ser, em regra, molestado por isso. No período em que a sociedade civil começou a pressionar pela redemocratização, e no qual o slogam “diretas já” tomou conta de avenidas em todo o Brasil, uma das frases que mais se dizia era: “A voz do povo é a voz de Deus!” Seria essa frase verdadeira?

Nem sempre e, durante toda a história, temos exemplos de como o povo pode ser manipulado ao bel prazer de interesses poderosos, e a maior prova disso foi o julgamento de nosso Senhor Jesus Cristo, em que a elite judaica e autoridades romanas conduziram uma multidão a bradar pela crucificação do Filho de Deus.

O livro de Êxodo já continha uma séria advertência para que o povo não incorresse nesse erro: “Não seguirás a multidão para fazeres mal; nem deporás, numa demanda, inclinando-te para a maioria, para torcer o direito (Ex. 23.2)”, mas foi a multidão em fúria que exigiu a condenação de Cristo e a libertação de uma assassino chamado Barrabás.

No sistema jurídico penal brasileiro vige o princípio de que, na dúvida, o juiz deve sempre absolver o réu e nunca condená-lo. Mas será que, diante de tanta pressão, terão os ministros a coragem de enfrentar a opinião pública e condenar apenas aqueles cuja culpa estiver devidamente provada?

Não estou com isso dizendo que a turba sempre está errada, pois grandes avanços só foram obtidos quando o povo levantou-se e exigiu mudanças. O que pretendo é mostrar que nem sempre “a voz do povo é a voz de Deus”, pois o mesmo povo que elege um presidente é o mesmo que, dois anos depois, coloca-o para fora.

A tarefa de julgar é tão importante que, no Antigo Testamento, os juízes eram denominado deuses. Em Êxodo 22.8, por exemplo, o termo traduzido por juízes (ARA e ARC), no hebraico é “elohim”, que significa “deuses”.

Mas isto significa que os magistrados são deuses e que suas decisões não podem ser contestadas? Evidente que não.

O fato de as Escrituras se referirem aos juízes como deuses não significa que eles sejam divinos, apenas ressalta a sublimidade e até mesmo a transcendência da tarefa que exercem, pois existe apenas um Juiz por excelência e é Ele que outorga essa autoridade a seres humanos imperfeitos.

O Salmo 82 demonstra que, apesar da grandeza do cargo que exercem, há um juiz supremo que julga “no meio dos deuses” e que, por isso, os magistrados deveriam defender os pobres e os órfãos, fazer justiça aos aflitos e não julgar segundo as aparências.

O salmista chama os juízes de deuses e filhos do Altíssimo, mas faz uma ressalva: “Todavia, (vós, juízes) como homens morrereis e caireis como qualquer dos príncipes”.

Como cristãos, precisamos orar para que seja feita justiça e que os culpados sejam devidamente punidos e os inocentes absolvidos, mas não podemos ser ingênuos e acreditar que haverá total isenção dos julgadores, pois estes sofrem a pressão da grande imprensa para condená-los e de setores políticos poderosos para absolvê-los.

Não podemos esquecer nunca que, apesar do cargo e da excelência do poder que exercem, os ministros do STF, assim como todos os juízes terrestres, são seres humanos, sujeitos a acertos e a erros, e devem ser alvo das orações de cada cristão na face da terra, que deve clamar ao altíssimo: “Levanta-te ó Deus, julga a terra, pois te pertencem todas as nações!” (Sl 22.8)

Que Deus abençoe o leitor!

 

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Categoria: OPINIÃO
Escrito por C. S. BARONI às 10h16
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Maternidade: Uma Tarefa Divina

Pois tu formaste o meu interior, entreteceste-me no ventre de minha mãe. Sl 119.13


Maternidade: Uma tarefa Divina

Neste dia 13 de maio, comemoramos o dia das mães, ocasião em que nos dedicamos a homenagear àquela por meio de quem hoje existimos e, por isso, não podemos deixar de refletir sobre este dom maravilhoso que Deus concedeu às mulheres, o de conceberem seus filhos.

Em um mundo egoísta e no qual o ser humano procura impor a sua vontade, esquecendo-se de Deus e até mesmo desafiando-o, muitos não compreendem que ser mãe é perpetuar a criação de Deus e cooperar com o próprio Criador. Por essa razão, nenhum ser humano é descartável e ninguém vem a este mundo por acidente.

Certamente, alguém vai alegar que, se fosse assim, não haveriam psicopatas, assassinos, loucos e toda a sorte de homens e mulheres degradados.

A verdade é que, querendo ou não, nenhuma dessas pessoas estão ou estiveram aqui por um equívoco, e digo isso porque a Bíblia é clara, foram as próprias mãos de Deus que formaram a todos os homens.

Sim, o ventre materno é a "longa manus", ou seja, a continuação da mão de Deus, e é através dele que o Criador continua a realizar a sublime tarefa de perpertuar o gênero humano a quem tanto ama.

E que chamada tão linda é essa, a de cooperar com Deus, com esse dom tão lindo da maternidade! E com esse dom, apenas as mulheres foram agraciadas.

Muitas vezes a gravidez é planejada, outras vezes ela vem de maneira inesperada, outras vezes esperada mas não desejada. Uma coisa, porém, é certa: nenhuma mulher se torna mãe por um desastre e nenhum filho vem ao mundo por um acidente, pois toda vez que um embrião é concebido no seio de uma mulher, a mão do Todo Poderoso está agindo dentro dela.

Mãe, jamais acredite que seu filho é um acidente. Seja qual for a circunstância e ainda que todas as suas expectativas maternas tenham sido frustradas, entregue tudo a Deus e acredite que Nele sempre há esperança.

Feliz dia das mães!


Leia também: 
http://blogdocsbaroni.zip.net/arch2011-05-01_2011-05-07.html#2011_05-07_19_48_35-9436729-28

 



 



Escrito por C. S. BARONI às 19h24
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PODE-SE CONFIAR NA NTLH?

 

Alguns dias atrás, recebi um folheto evangelístico com algumas passagens bíblicas e uma delas deixou-me um tanto perplexo, para não dizer indignado, com a tradução utilizada, pois se trata de um dos versículos mais conhecidos da Bíblia.

Mas engana-se quem pensou que era um folheto das TJ e de que se tratava de alguma publicação impressa pela STV que utilizava a Tradução do Novo Mundo. Nada disso, o texto utilizado era da NTLH, ou Nova Tradução na Linguagem de Hoje, da Sociedade Bíblica do Brasil.

E falo de João 14.6, vertido dessa maneira:

“Jesus respondeu: -Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém pode chegar ao Pai a não ser por Mim.”

Com todo o respeito à ilustre Comissão responsável por essa tradução, pergunto: Foi isso o que Jesus disse e o que está registrado nos melhores manuscritos? A julgar por outras traduções, certamente que não. E para não dizer que tenho preconceito contra traduções modernas, cito o mesmo texto na NVI.

“Respondeu Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por Mim.”

Considero válido o esforço da Comissão de tornar o texto bíblico o mais acessível ao público em geral, mas não ao ponto de distorcer a mensagem. A tradução até poderia ser considerada correta se Jesus tivesse utilizado o verbo “ir” e dito “ninguém vai ao Pai a não ser por mim”, mas Ele usou o verbo “vir” e disse “ninguém vem ao Pai a não ser por mim.”

Nem o autor da TNM ousou ir tão longe e a própria Bíblia das TJ utiliza o verbo “vir” em não o verbo “ir”( “ninguém vem ao Pai senão por mim”).

A forma como a NTLH apresenta o texto esconde um fato de vital importância na compreensão da mensagem evangélica que é a divindade de Cristo. Quando Ele usa o verbo vir, ele está declarando expressamente a Sua identidade com o Pai, mas do modo colocado pela NTLH, Cristo é apenas um elo entre o homem e Deus.

O pior é que não para por ai e, se formos para At. 20.28, veremos outra passagem em que a NTLH obscurece a divindade de Cristo, vertendo o texto dessa maneira:

“Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho que o Espírito Santo entregou aos seus cuidados, como pastores da igreja de Deus, que ele comprou por meio do sangue do seu próprio Filho.”(grifo meu)

De uma perspectiva funcional, é claro que Deus comprou a sua igreja por meio do sangue de seu Filho, e de seu próprio sangue (digo referindo-me ao Pai).  Acontece que não foi isso que Paulo falou e nem o que ficou registrado na Bíblia por intermédio do Espírito Santo.

Em nenhum manuscrito conhecido aparece a palavra “Filho”(você pode conferir utilizando um Novo Testamento Grego Interlinear) e Paulo certamente disse que Deus comprou a sua igreja por meio de seu “próprio sangue”, o que deixa patente que o apóstolo não tinha dúvida quanto à divindade de Cristo e de que Ele não era apenas mais “um deus” como algumas seitas querem passar para nós.

Vejamos como a NVI verte o texto:

Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo os colocou como bispos, para pastorearem a igreja de Deus, que ele comprou com o seu próprio sangue.

Outra passagem em que a divindade de Cristo fica obscurecida é o capítulo 2 de Filipenses, versículo 9, assim traduzida.

“(...) Ele tinha a natureza de Deus, mas não tentou ficar igual a Deus.”

Ora, se Ele tinha a natureza de Deus, por que Ele haveria de “tentar” se igualar a Deus?

Este sem dúvida é um dos textos mais difícil de traduzir do Novo Testamento ( e a tradução literal é impossível). Mas a ideia central é de que Cristo, sendo Deus por natureza, não considerou que a Sua divindade era algo de que não podia se desprender, tanto assim que, para tornar-se homem, ele esvaziou-se de Si mesmo (sem deixar de ser Deus) e tornou-se servo até a morte.

Outra tradução que não consigo engolir é Hb 1.5: “Pois Deus nunca disse a nenhum dos Seus anjos: “Você é meu Filho: hoje eu me tornei o seu Pai”. Tal tradução dá a impressão de que Jesus não é o Filho natural de Deus, isto é, “gerado por Deus”, como consta dos originais.

Não sou nenhum perito no grego bíblico e até hoje não consegui sequer decorar o alfabeto helênico, embora já tentei várias vezes. Mas existem algumas ferramentas, especialmente as traduções interlineares, que se não ajudam a sanar todas as diferenças entre as traduções e escolher a mais correta, pelo menos auxiliam a detectar as que fogem completamente ao padrão.

Infelizmente, da maneira como a NTLH se encontra, a impressão que fica é a de que foi composta por peritos preocupados apenas com uma maneira de tornar legível a Bíblia Sagrada, contornando as dificuldades de vários textos, com muito preparo intelectual, mas considerando a divindade de Cristo de somenos importância (se é que verdadeiramente creem nela).

Ora, Deus não precisa da ajuda do homem para transmitir a Sua mensagem e o Espírito Santo é suficiente para esclarecer aquelas “coisas difíceis de entender, as quais alguns ignorantes torcem, assim como o fazem com as demais Escrituras, para a própria destruição deles.” (II Pe 3.16).

Não estou reivindicando uma tradução absolutamente literal das Escrituras, mas não consigo admitir de maneira alguma que a Sua mensagem seja distorcida ou omitida. Sei muito bem que toda a tradução é trabalho humano e sujeita a erros, mas deve ser pautada sobretudo na fidelidade aos originais considerados autênticos.

Que Deus abençoe o leitor!

 

*****************


Confira a tradução interlinear em http://interlinearbible.org/, Outra dica é o Novo Testamento Interlinear Grego Portugues, da SBB.

 

 

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Categoria: OPINIÃO
Escrito por C. S. BARONI às 21h47
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QUEIMANDO NO CALDEIRÃO

Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.  E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Rm 12. 1-2



QUEIMANDO NO CALDEIRÃO



Não demorou para a Rede Globo demonstrar para que contratou tantos cantores “gospel” em suas fileiras. Embora os que de alguma forma ousaram declarar as reais intenções do grande império televisivo tenham sido tachados de “hipócritas”, “fariseus” ou “legalistas”, o “Caldeirão do Huck” do dia 31/12 comprovou que, muito mais do que ganhar dinheiro com o segmento, o verdadeiro propósito foi ridicularizar o evangelho.

É deplorável que um grupo musical e um cantor de rap gospel muito conceituados se apresentaram no especial de fim de ano com direito a nada menos que um despacho para Iemanjá e isso está no YOU TUBE para quem quiser assistir.

Não é preciso fazer esforço para perceber o que está por trás da programação da Globo, pois não se trata de mensagem subliminar, de backward masking. Também não é preciso pesquisar sobre os iluminati ou coisas do gênero. A Rede Globo é e sempre foi explicita em despejar toda sua munição contra a família e defender o adultério, o divórcio, o homossexualismo e o espiritismo.

A Bíblia é clara: 

Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?  Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse:
Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.
Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei,  serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso. (I Co 6.14-18).

No entanto, muitos defendem essa “aliança” entre a Rede Globo e os cantores gospel sob a alegação de que Jesus comia com os publicanos e pecadores, esquecendo-se de um pequeno detalhe: sentar-se a mesa e comer com pecadores não significa participar dos seus pecados.

Hoje mesmo fiquei feliz ao passar por uma rua do Centro do Rio de Janeiro e ouvir um grupo de missionários que trabalham com mendigos, prostitutas e viciados na região da Central do Brasil cantando com todo entusiasmos. Esse grupo cuida de pecadores miseráveis que estão à espera de alguém que lhes estenda as mãos tal como Jesus estendia para aqueles que os religiosos consideravam intocáveis. Isso sim é seguir o exemplo de Cristo.

Jesus salvou uma mulher adúltera e livrou-a de ser apedrejada, mas ordenou a ela: “Vá e não peques mais (Jo 8. 11).

“Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso? Acaso, meus irmãos, pode a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos?  (Tg 3. 11).”

Quando os judeus foram levados cativos para a Babilônia e os caldeu pediram que entoassem as canções de Jerusalém, os hebreus preferiram pendurar suas harpas junto aos salgueiros próximos aos rios e perguntaram: “Como haveríamos de entoar o canto do SENHOR em terra estranha?” (Sl 137. 4).

Babilônia representa na Bíblia o que há de mais podre e pecaminoso, e a Torre de Babel é o símbolo máximo da rebelião do homem contra o Todo-Poderoso. No livro de Apocalipse e outras passagens do Novo Testamento, a alusão a Babilônia remete ao império Romano, com todas as suas abominações.

Quando a primeira leva de judeus foi levado cativo para Babilônia, quatro judeus decidiram não se contaminar com a comida da terra e tornaram vegetarianos para fugirem dos alimentos dedicados aos ídolos caldeus. É possível que alguém trabalhe na Rede Globo e assim mesmo não se contamine, mas quando divide o palco com vários artistas profanos, não há como não participar de seus sacrilégios.

Que pena que o mercado evangélico esteja dobrando os joelhos diante de Baal e já de muito tem trocando a unção do Espírito Santo por arranjos elaborados por músicos que, embora profissionais, são adúlteros, fornicadores e promíscuos.

Cristo não mandou simplesmente anunciar o evangelho. A ordem principal foi fazer discípulos e ensiná-los a guardar todas as coisas, e discipulado só se faz no dia-a-dia e cara-a-cara, com paciência e perseverança, não com espetáculos que reúnem multidões.

Também quanto à alegação de que o que importa é que o evangelho seja pregado, pobre de quem se enquadra entre aqueles que pregam o evangelho por “inveja e porfia” conforme disse Paulo. Seria bom que os que usam esses bordões observassem bem o contexto de Filipenses 1 para constatar o que Paulo realmente quis dizer.

Por fim, Deus não quer adoração de qualquer maneira, mas a única adoração que Ele recebe é daqueles que o adoram em Espírito e em verdade, e é impossível produzir uma adoração em Espírito sem nascer de novo, e em verdade sem Cristo, o caminho, a verdade e a vida.

Que Deus tenha misericórdia de nós!

Leiam também:



DIANTE DO TRONO DE QUEM?

RECORD X ANA PAULA VALADÃO




Categoria: OPINIÃO
Escrito por C. S. BARONI às 23h19
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ASSIM É DEUS PARA MIM

ASSIM É DEUS PARA MIM

 

Quando quer me exaltar, primeiro me abate


Quando quer me engrandecer, primeiro me humilha


Quando quer me dar amigos, primeiro me deixa só


Mas quando sinto que estou sozinho


Ele de mim se aproxima mansinho


para me ajudar e me encorajar

sinto a Sua mão a me sustentar

e o meu pesar tem um fim


assim é Deus para mim


Quando quer me exaltar primeiro me abate


Se quer me fortalecer fraquinho me deixa


Quando quer me dar vitória primeiro me faz lutar


mas quando sinto que estou derrotado


em meu auxílio ele vem apressado


para me ajudar e me encorajar


sinto a Sua mão a me sustentar


e o meu pesar tem um fim


assim é Deus para mim!

 

(Musica cantada pelo dueto Enoch e Priscila, no milênio passado, cuja mensagem toca no fundo do coração)

 



Categoria: edificação
Escrito por C. S. BARONI às 16h17
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